A crise elétrica da ENEL em São Paulo em paródia
Esta canção nasce no calor da crise elétrica que tem marcado a vida de milhões de moradores da Grande São Paulo. Em 26 de fevereiro de 2026, a distribuidora Enel respondeu ao processo da agência reguladora Aneel alegando ter cumprido suas obrigações mesmo após um apagão que deixou mais de 4,4 milhões de clientes sem luz e gerou críticas acaloradas da população e de autoridades locais. Governo e prefeitura discutem até a possibilidade de caducidade do contrato de concessão por causa da má prestação de serviço. No meio desse cenário, o CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, foi citado dizendo que os frequentes blecautes seriam causados por fatores como queda de árvores e estrutura urbana, e que “só Jesus Cristo” poderia dar conta de resolver certas interrupções no sistema elétrico ; frase que virou combustível para esta sátira. A letra mistura humor e crítica política à operacionalização da energia em São Paulo, com imagens que vão do “Jesus gerente” celestial à denúncia das falhas humanas e estruturais no setor elétrico. É um comentário artístico sobre responsabilidade pública, caos urbano e expectativas sociais diante de serviços essenciais que parecem sempre falhar quando mais são necessários.