Gin de caminhão

Consumo e cultura popular brasileira em sátira musical

Entre agosto e setembro de 2025, o Brasil enfrentou uma onda preocupante de intoxicações causadas por bebidas alcoólicas falsificadas — especialmente vodkas, gins e whiskies adulterados com metanol, uma substância altamente tóxica. Até o dia 30 de setembro de 2025, pelo menos três mortes foram confirmadas pelo CIATox-Campinas, e dezenas de casos suspeitos foram investigados em diversos estados, com destaque para São Paulo. Investigações revelaram a existência de fábricas clandestinas, como uma desmontada em Americana (SP), produzindo bebidas com rótulos falsos e ingredientes perigosos. Segundo estimativas da Fhoresp, 36% das bebidas vendidas no país seriam falsificadas ou contrabandeadas.

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A Letra

Fui pra balada no sábado à toa Gin artesanal, servido na jarrinha boa Mas quando bateu, senti combustão Tinha gosto de diesel direto do caminhão Agora eu tô dançando com o Zé do Caixão Vi Jesus de regata tocando acordeon Bebida do Paraguai, com selo do Japão Mistura explosiva: gelo + metanol + limão A vodka brilhou mais que luz de poste Veio com selo escrito"Feito no Nordeste" Cachaça com aroma de desinfetante Bebi e sonhei que eu era um elefante Meu brother bebeu e virou poliglota Falava em russo com a tia da marmota O bar vendia"uísque" em garrafa pet Com o rótulo colado usando durex Agora eu tô dançando com o Zé do Caixão Vi Jesus de regata tocando acordeon Bebida do Paraguai, com selo do Japão Mistura explosiva: gelo + metanol + limão Se a pinga tem espuma ou cheiro de sabão Desconfia, meu chapa, larga essa ilusão Não vira estatística, presta atenção Se o preço tá lindo, é golpe, patrão

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