PCC : Posto, Coxinha e Conveniência

O crime organizado e o Estado brasileiro em paródia

Entre 2020 e 2024, o grupo criminoso PCC teria movimentado mais de 52 bilhões de reais por meio de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis, fintechs, padarias, fundos de investimento e lojas de conveniência em pelo menos dez estados brasileiros. O caso ficou conhecido após uma operação da Polícia Federal que revelou a existência de um “banco paralelo” operado por fintechs, com transações ilegais, notas fiscais falsas e compra de bens de alto valor como usinas, caminhões, imóveis e uma casa em Trancoso.

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A Letra

Começou com pão e café Mas virou negócio de fé Mil posto bombando no Pix E eu só vendendo toddynho e Bix Posto na esquina, maquininha girando Cinquenta bilhões e ninguém perguntando Fintech no bolso, fundo no colchão Até coxinha virava mansão PCC — Posto, Coxinha e Conveniência Grana sumindo com elegância Pix pinga, a Receita não vê Lavo dinheiro com sabor de purê Trinta bilhões em fundo de mentira E um pão de queijo que compra uma vila Você acha que é ficção? É o Brasil com modão e corrupção Ricardinho abriu lojinha demais Mohamad sumiu sem dizer "vai" Tinha posto, usina e fazenda E a PF só achou uma venda PCC — Posto, Coxinha e Conveniência Grana sumindo com aparência De padoca honesta de manhã Mas vendia etanol com a maçã Pix pinga, cartão vai E o COAF fingindo que tá ok Você acha que é zoeira? É lavagem com bandeira brasileira Mas senhor, era só uma padaria Com cinquenta e dois bilhões de lucro

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